Programa Respirai é destaque
Como sabemos, a asma ainda está longe de receber os devidos cuidados do SUS, principalmente por falta de capacitação dos profissionais da atenção básica que atuam em suas unidades espalhadas em todo o Brasil. Mas, sabemos também que – graças à implementação de programas preventivos focados na redução de hospitalizações e atendimentos em pronto-socorro para pacientes acometidos de asma aguda – que este cenário vem se transformando em várias cidades brasileiras. Um bom exemplo vem ocorrendo na cidade de Itabira-MG, onde foi implantado, em 2001, o programa Respirai, responsável hoje pela assistência e cadastramento de mais de duas mil crianças e adolescentes com asma.
A transformação operada naquele município começou, na verdade, quando da implementação do programa “Criança que Chia”, em Belo Horizonte, no final de 1996, cujos resultados alcançados no curto prazo estimularam e ensejaram a adoção de iniciativas semelhantes em outras cidades. A Secretaria de Saúde do Estado de Minas Gerais contribuiu também para a capacitação dos profissionais de saúde que atuavam em Itabira – entre eles, pioneiramente, o Dr. Wenderson Andrade – de forma a lidarem com a asma a partir de uma nova perspectiva.
Três anos depois, com o programa já consolidado em Itabira, a dissertação de mestrado do dr. Wenderson – orientada e co-orientada, respectivamente, pelos professores Paulo Camargos e Laura Lasmar, do Programa ali demonstrado, que quando comparadas com os controles, as crianças assistidas pelo programa Respirai tiveram uma redução de 30de Pós-Graduação em Ciências da Saúde da Criança e Adolescente da UFMG – foi aprovada pela banca examinadora e resultou em um artigo publicado na revista européia Allergy. Ficou % nas hospitalizações, atendimentos em pronto-socorro e em centros de saúde, por asma aguda.
Veja um vídeo do Projeto Respirai: